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O último estudo realizado em Portugal e coordenado pela investigadora Fátima Reis do Instituto de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina de Lisboa, sobre a adesão, cumprimento e avaliação do impacto da Lei do Tabaco (Lei n. 37/2007) no sector da restauração e similares aponta para necessidade de tornar a legislação ainda mais restritiva, no sentido de criar espaços totalmente livres de tabaco.
Com base numa amostra de 806 estabelecimentos com representatividade nacional, por distrito e tipo de estabelecimento, os resultados apontam para que mais de um quarto dos estabelecimentos (26,2%) ainda é possível fumar. E também que é nesses, precisamente, que se verifica o maior incumprimento da lei.
Do grupo dos estabelecimentos cujos proprietários optaram pela permissão do fumo ou pela criação se zonas para fumadores, destacam-se as discotecas, bares e pubs (70% contra 30% que decidiram não o fazer), seguidos dos cafés e pastelarias (30%) e dos restaurantes (15%).

As concentrações de nicotina do ar interior encontradas em estabelecimentos da restauração e similares, perspectivam impactes negativos na saúde dos profissionais e dos utilizadores, em especial, os dos estabelecimentos em que se permite fumar ou que têm zonas para fumadores e os de cafés e pastelarias e de discotecas/bares/pubs.
Os trabalhadores inquiridos dos estabelecimentos seleccionados a prevalência dos que fumam é mais elevada do que a da população homóloga nacional (em termos etários), especialmente as mulheres. Por outro lado, em grande parte, os trabalhadores estão expostos a fumo ambiental de tabaco e, na sua maioria, apresentam um deficiente nível de saúde respiratória. Por outro lado ainda, quanto mais os estabelecimentos permitem fumar, maior é a prevalência dos trabalhadores que são, eles próprios, fumadores e dos que são sujeitos passivos da exposição a FAT. Tudo isto evidencia que se está em presença de uma profissão com risco, que urge proteger, evitando a exposição dos trabalhadores ao fumo de tabaco.

Os dados revelam que, embora a maioria dos estudantes tenha começado a fumar no ensino básico e secundário (portanto na adolescência), uma percentagem elevada de estudantes (cerca de 30%), começou a fumar na universidade. Este e outros estudos mostram que, contrariamente ao que se passa nos países mais desenvolvidos, a população portuguesa em geral e estudantil universitária, em particular, começa a fumar mais tarde do que seria suposto. Podemos admitir que a transição do ensino básico para o ensino superior constitui um factor de risco associado com o consumo de tabaco.

Tal facto conduz à necessidade de se fazer prevenção mais eficaz no ensino básico e secundário, de se continuar esses esforços na universidade e de se iniciar o processo de tratamento daqueles que são já dependentes do tabaco.

O Tabaco é responsável por 11,7% das mortes em Portugal.

Devem-se ao tabagismo € 480 milhões em custos do sistema de saúde.

A cessação tabágica total pouparia € 171 milhões ao sistema de saúde.  

ARCH INTERN MED Minna Rusanen, MD; 2010

Fumar é um fator de risco para diversas doenças, mas a sua relação com a demência é controversa e pouco estudada.

Este estudo tem como objectivo investigar a associação entre a carga tabágica na meia idade e o risco de demência, doença de Alzheimer (AD) e demência vascular (VaD), a longo prazo.

O estudo prospectivo incluiu 21123 adultos que foram seguidos durante 23 anos. Um total de 5367 pessoas (25,4%) foram diagnosticados com demência neste período. Os resultados ajustados para diversas variáveis a comparação entre não fumadores e fumadores de mais de 2 maços por dia apresentavam um elevado risco de demência O.D aj. 2.14; 95% CI, 1.65-2.78), AD (O.D aj, 2.57; 95% CI, 1.63- 4.03), and VaD (O.D aj, 2.72; 95% CI, 1.20-6.18).

Conclusão: Nesta amostra, o tabagismo pesado na meia idade foi associado a um aumento do risco, superior a 100%, de desenvolver uma demência duas décadas mais tarde.

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